A recente concentração de fortes chuvas em Pernambuco provocou cheias e calamidade em diversos municípios. Veja aqui o histórico do fenômeno, o alerta que foi feito aos municípios na véspera das chuvas e as medidas que estão sendo tomadas para atender as populações atingidas, evitar novas catástrofes e reconstruir as cidades mais impactadas pelas enchentes. Veja também como você pode auxiliar, somando esforços às ações empreendidas pelo poder público e ao apoio conjunto da sociedade.

Operação Reconstrução inicia obras em sete municípios da Mata Sul

Começaram nesta segunda-feira, 22, uma série de obras de recuperação da pavimentação de diversas ruas e avenidas, reconstrução das vias e dos sistemas de drenagem em Jaqueira, Correntes, Palmares, Catende, Água Preta, Barreiros e Vicência, municípios atingidos pelas fortes chuvas que caíram em Pernambuco no mês de junho. As ações integram a Operação Reconstrução do Governo do Estado.

As obras, orçadas em R$ 3,4 milhões, serão executadas por quatro empresas de engenharia: Braenge, Novo Pernambuco, Concrepoxi e Ancar, e a previsão de término dos serviços é de aproximadamente 15 dias. À medida em que as obras forem finalizadas, a operação vai avançar para outras áreas atingidas pelas enchentes.

Segue abaixo a lista completa das obras por município, com os respectivos investimentos:

Jaqueira – Reconstrução da via e do sistema de drenagem e execução de contenção na margem do rio Piranji. Na ponte da sede do município, serão reconstruídos os aterros de encontro da ponte e parte do muro de arrimo contínuo à laje de aproximação;
Correntes – Reconstrução do aterro e pavimento do encontro da ponte sobre o Rio Mundaú, na BR 424;
Palmares – Recuperação de pavimento da rua Ascenso Ferreira; recuperação da drenagem da avenida Coronel Pedro Paranhos; limpeza das vias urbanas nos bairros da Cohab I e Pedreiras;
Catende – Recuperação do aterro e pavimento do encontro da ponte sobre o Rio Panelas;
Água Preta – Recuperação de meio fio e calçadas danificadas.Barreiros – Recuperação da pavimentação da avenida Maria Amélia Bezerra de Melo e das ruas Batista Vasconcelos, Aires Belo, José Nicolau e Olímpio Teodoro;
Vicência – Recuperação da pavimentação do acesso ao Engenho Jundiá e da parede do canal da comunidade Nova Vicência.


Municípios / Valor Total
Jaqueira - R$ 673.233, 88
Correntes - R$ 146.119, 59
Palmares - R$ 1.298.388, 15
Catende - R$ 139.657, 81
Água Preta - R$ 44.856,00
Barreiros - R$ 1.102.454,76
Vicência - R$ 31.977,11

Total - R$ 3.436.687,30

Governo do Estado e Associação Brasileira de Psiquiatria se unem para ajudar vítimas das chuvas

O Governo do Estado de Pernambuco, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP) assinam nesta segunda-feira (23), às 15h, no Palácio do Campo das Princesas, protocolo de cooperação para a implantação do Programa de Prevenção de Transtornos Mentais após Catástrofes. O programa tem como objetivo treinar e capacitar as equipes que atuam diretamente com a população, como defesa civil, voluntários, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais, para auxílio às famílias desabrigadas ou desalojadas pelas chuvas que atingiram o Estado de Pernambuco em junho deste ano.

O programa de intervenção em catástrofes é baseado no Protocolo de Atenção às Populações Atingidas por Desastres de Origens Naturais, da Associação Americana de Psiquiatria e Unesco. A iniciativa prevê a colaboração de voluntários e conta com 15 psiquiatras associados à ABP/SPP da região Nordeste. Eles se inscreveram para participar do programa e estão dispostos a treinar as equipes de atendimento.

Governo inicia pagamento de benefício para famílias atingidas pelas chuvas

A partir de hoje, 18/08, o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH), dará início ao pagamento do auxílio moradia a mais de cinco mil pessoas atingidas pelas chuvas em 38 municípios pernambucanos. O benefício, que será pago de acordo com o calendário do bolsa família, é referente aos meses de julho e agosto, e totaliza um valor de quatro milhões de reais.

Para identificar quem teve a casas parcia ou completamente destruída, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) reuniu dados fornecidos pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e pela empresa Sophia, e realizou um levantamento em cerca de 25 mil moradias. O trabalho identificou mais de 11 mil casas sem possibilidade de uso. Em seguida, foi realizado o cadastramento das famílias que estão desabrigadas ou desalojadas para que estas pudessem receber o auxílio moradia, no valor de R$ 150 (cento e cinquenta reais). Seis mil e quinhentas famílias conseguiram comprovar que moravam nas residências afetadas.

Para a realização do cadastramento, foi necessário que um representante da família se dirigisse a um dos postos de cadastro do município portando documento próprio de identificação (RG, CPF, NIS, PIS/PASEP ou Cartão Cidadão) e comprovante de residência. Os que não possuíam a documentação exigida tiveram os dados registrados no serviço de ouvidoria e aguardam novo momento para a efetivação do cadastro. Após a etapa de cadastramento, todos os dados coletados foram encaminhados para a Caixa Econômica Federal. Neste primeiro momento, cinco mil e trezentas pessoas irão receber o benefício. Outras mil e duzentas não possuíam o cartão cidadão. Para estas, o documento deverá ser entregue nos dias 30 e 31 de agosto, e o pagamento será feito em seguida.

As famílias (cerca de 13.500) que estão no serviço de ouvidoria receberão nova visita da Compesa até o dia 03/09, para que seja comprovado o uso das residências atingidas. A partir daí, todas as que atenderem as exigências solicitadas irão receber o auxílio moradia. A retirada do benefício poderá ser feita nos terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal, nas casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, de acordo com o calendário do Bolsa Família.

Governo aprova projeto para construção de 300 casas em Palmares

Dando prosseguimento ao trabalho coordenado pelo Governo do Estado para a reconstrução dos imóveis destruídos nas cidades atingidas pelas enchentes, a Secretaria das Cidades aprovou, hoje, através do Comitê para Análise de Projetos - instalado na última quarta-feira (11), o projeto para a construção de 300 unidades habitacionais no município de Palmares, na Mata Sul do Estado. Esta foi a primeira análise de projeto feita pelo comitê.

A construção dos imóveis, orçada em R$ 15 milhões, será iniciada até o final do mês. As casas serão entregues às famílias em regime de urgência. Ou seja, à medida em que cada lote ficar pronto, as unidades serão imediatamente repassadas aos beneficiários. A expectativa da SECID é entregar as primeiras casas até o próximo mês de dezembro. Os imóveis serão construídos em um terreno doado pela prefeitura local, localizado no engenho Paul.

Para o Presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB), Amaro João, essa ação traduz o esforço do governo para atender a população afetada pelas chuvas. “Sessenta dias após as enchentes que afetaram vários municípios no estado, aprovamos o primeiro projeto para habitação no município de Palmares, uma das cidades mais atingidas pelas chuvas. Tudo isso, graças ao esforço conjunto entre o governo estadual e órgãos vinculados, que possibilitou vencer, de forma prática, inúmeras etapas”.

O projeto para a construção das casas em Palmares foi recebido por meio da chamada pública, anunciada no último dia 22 de julho, pela CEHAB. Na sequência, a proposta foi avaliada pelo Comitê para Análise de Projetos, composto pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Celpe, Compesa, Caixa Econômica Federal e a Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB).

A CEHAB continua recebendo os projetos, através da chamada pública, para a construção de casas nas cidades de Catende, Correntes, Maraial, Água Preta, Barreiros e São Benedito do Sul. A SECID continuará realizando outras chamadas públicas com a finalidade de atender à demanda de habitações nos municípios atingidos pelas chuvas.

Abrigos provisórios são destinados a famílias atingidas pelas chuvas

Oferecer habitações temporárias e condições mínimas de moradia às vítimas das chuvas é o objetivo do projeto piloto “Unidades Familiares Transitórias”, que fará inicialmente a instalação de abrigos provisórios nos municípios de Jurema e Água Preta. A princípio, para a implantação das moradias, vem sendo feita uma avaliação dos terrenos pela Secretaria das Cidades (SECID) e pela Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (CODECIPE). A partir do aval dos órgãos, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH) confere se o espaço está dentro das especificações do projeto e autoriza a instalação.

A iniciativa permite que as famílias aguardem as moradias definitivas com o mínimo de conforto, já que há ainda um número significativo de desabrigados e desalojados instalados em abrigos no Estado. De acordo com dados oferecidos pelas prefeituras de cada município, em Jurema cerca de 400 famílias tiveram suas casas atingidas pelas chuvas, enquanto em Água Preta o número de famílias desabrigadas chega a 121.

Para a coordenadora das Unidades Familiares Transitórias, Fábia Alves, o projeto é o primeiro passo para o recomeço destas famílias. “As novas unidades serão um apoio para a reconstrução da vida das pessoas, oferecendo um pouco mais de conforto aos que perderam tudo”, ressaltou. As moradias, com 15 m² cada, possuem base de madeira e plásticos reforçados do tipo Office of U.S. Foreign Disaster Assistance (OFDA), doados pelo Consulado Americano. Os kits com o material para a construção foram destinados às cidades e as primeiras unidades já começaram a ser instaladas. No dia 13.08, o município de Jurema foi beneficiado com as instalações, que também chegam hoje (17.08) à cidade de Água Preta.

CPRH compõe Unidade de Licenciamento Ambiental de Emergência no Gabinete da Operação Reconstrução

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) passou a compor, com uma Unidade de Licenciamento Ambiental de Emergência (ULAE), o Comitê de Análise de Projetos, no Gabinete da Operação Reconstrução, no Palácio do Campo das Princesas, observando o Decreto Estadual número 35.355, publicado no último dia 24 de julho no Diario Oficial. A CPRH adotou um Manual de Procedimentos Simplificados para sua atuação no Comitê, instituído pelo Decreto Estadual nº 35.313 do dia 16 de julho de 2010.

Um Grupo de Trabalho (GT), formado por técnicos capacitados dos quadros da CPRH, foi designado para desempenhar as atividades relativas ao licenciamento diretamente do Gabinete de Crise, enquanto durarem as contingências das ações empreendidas pelo Governo para apoiar a reconstrução das áreas atingidas. O objetivo do GT é fazer a análise ambiental dos projetos executivos referentes à construção de unidades habitacionais em locais previamente vistoriados, emitindo um parecer conclusivo no prazo de três dias.

Secretaria das Cidades cria Comitê para Análise de Projetos

Dando prosseguimento ao trabalho capitaneado pelo Governo do Estado para a reconstrução dos imóveis destruídos nas cidades atingidas pelas enchentes, a Secretaria das Cidades instalou, esta semana, o Comitê para Análise de Projetos, cujo objetivo principal será avaliar os projetos recebidos através da chamada pública, anunciada no ultimo dia 22 de julho, pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB). O comitê funcionará no Palácio do Campo das Princesas.

A primeira análise a ser feita pelo comitê, diz respeito à construção de 300 unidades habitacionais no município de Palmares. Este projeto passará por uma análise da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Celpe, Compesa, Caixa Econômica Federal e a Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB). A intenção é finalizar todo o processo de análise do projeto em três dias. Após a aprovação do projeto, o Governo Estadual iniciará as obras de terraplanagem do terreno doado pela Prefeitura Municipal de Palmares para a construção dos imóveis.

A CEHAB aguarda o envio de projetos para as cidades Catende, Correntes, Maraial, Água Preta, Barreiros e São Benedito do Sul, que também estavam incluídas na chamada pública. A medida que foram sendo finalizados, os lotes serão encaminhados ao comitê. No total serão construídas 2,8 mil habitações, em uma área de aproximadamente 131 hectares. Vale salientar, que essa ação diz respeito a primeira chamada pública feita pela Secretaria das Cidades, além disso, outras chamadas serão feitas pela SECID para, com isso, atender a demanda de habitações nos municípios atingidos pelas chuvas.